sábado, 14 de outubro de 2017

Pesquisadores desenvolvem teste rápido para o zika vírus no Ceará

O grupo realiza o estudo em parceria com outros especialistas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A previsão é de que a pesquisa seja concluída em 2018

A ideia da pesquisa é ofertar a rede pública um diagnóstico
rápido e eficaz do zica vírus. (Foto: Agência UFC)
O tempo do diagnóstico do zika vírus pode diminuir de 7 dias para horas a partir de um teste rápido que está sendo desenvolvido por pesquisadores de três universidades: Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Estadual do Ceará (UECE) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

De acordo com os dados do Sistema de Monitoramento Diários de Agravo (SIMDA) da Prefeitura de Fortaleza, a capital registrou 286 casos confirmados de zika vírus até o mês de setembro deste ano. No ano passado, foram 1.329 casos.

O grupo está produzindo um kit teste que traz resultados mais confiáveis e com um tempo menor. Segundo o professor Ivanildo José da Silva Júnior, coordenador do trabalho na UFC, a ideia da pesquisa é oferecer à rede pública um novo kit de diagnóstico mais eficaz. A conclusão da pesquisa está prevista para 2018.

Para o desenvolvimento do teste rápido, os pesquisadores estão utilizando a NS1, uma proteína produzida na fase aguda da doença, como antígeno para que gere uma reação de defesa no corpo. No laboratório da Uece, a NS1 está desenvolvendo a proteína a partir de células vegetais. De acordo com os especialistas, com a proteína, o diagnóstico torna-se mais preciso por conta da relação que a proteína tem com cada arbovirose, evitando o surgimento de “falsos positivos”.

Até o momento, os exames de laboratório para o diagnóstico do zika vírus utiliza a técnica PCR, que identifica a presença do DNA ou RNA do agente que causa a doença. Mas, a identificação só acontece quando o vírus estiver circulando no organismo e possui custos altos. Neste último ano, cinco tipos de testes rápidos para o zika vírus foram aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O diagnóstico é feito pelo sangue. Entretanto, esses exames ainda apresentam falsos positivos por conta do encontro cruzado com outras doenças causadas pelo aedes aegypti.

No ano passado, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação realizou uma chamada pública para atrair trabalhos com temas voltados para as áreas de saúde, biologia e engenharia de bioprocessos com o financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A proposta do grupo das três universidades em disponibilizar um teste rápido e eficaz foi a selecionada pela convocação.

(Por Tribuna do Ceará, com informações da Agência UFC)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do blog IRAPUAN PINHEIRO NOTÍCIAS